COVID-19: estudo publicado na revista Lancet aponta para o impacto do isolamento social e do uso EPIs na transmissão da doença

10/07/2020 / por Fundação ProAr

Pesquisadores canadenses abordam em artigo científico os efeitos do distanciamento social, uso de máscaras faciais e óculos de proteção em ambientes de assistência médica e na comunidade

Em 1 de junho de 2020, o grupo de estudos SURGE (Systematic Urgent Review Group Effort), publicou o artigo “Distanciamento Físico, máscaras faciais e proteção ocular para prevenir a transmissão de SARS-CoV-2 de pessoa a pessoa e COVID-19: revisão sistemática e metanálise”, com o intuito de investigar os protocolos de proteção utilizados dentro de hospitais e pelas pessoas no dia a dia, visto que esta síndrome respiratória aguda grave é transmitida de pessoa para pessoa através de contato físico próximo.

COVID-19 em revisão: Métodos da Pesquisa

O grupo SURGE realizou revisão sistemática e metanálise para investigar os efeitos do distanciamento social, uso de máscaras faciais e de proteção ocular na transmissão do vírus em profissionais da saúde e na comunidade em geral. Para tanto, os pesquisadores utilizaram dados de SARS-CoV-2 e de outros betacoronavírus associados à síndrome respiratória aguda grave (SARS) e à síndrome respiratória no Oriente Médio (MERS), em 21 fontes de dados incluindo entre elas fontes específicas de COVID-19 e fontes da Organização Mundial de Saúde (OMS).


A partir da busca foram identificados 172 estudos observacionais realizados em 16 países e 6 continentes; importante salientar: sem ensaios clínicos randomizados. Destes, 66 estudos focaram em quão longe um vírus pode chegar, comparando a associação de diferentes distâncias na transmissão do vírus transmissão entre as pessoas. Além disso, do total de estudos selecionados, 44 eram estudos comparativos relevantes, tanto no cenário do cuidado em saúde como no cenário da comunidade em geral, e foram usados para realização da metanálise, totalizando 25.697 pacientes com COVID-19, SARS ou MERS.


A análise desses estudos demonstrou que o distanciamento social de pelo menos 1 m está fortemente associado à proteção e que distâncias de até 2 m podem ser ainda mais eficazes.

 

Resultados preliminares

 

Os resultados desta revisão sistemática e metanálise apoiam o distanciamento físico de 1 m ou mais e fornecem estimativas quantitativas para modelos e rastreamento de contatos para informar a política. O uso ideal de máscaras faciais e proteção ocular em ambientes públicos e de assistência à saúde deve ser informado por esses achados e fatores contextuais. São necessários ensaios clínicos randomizados robustos para melhor informar as evidências dessas intervenções, mas essa avaliação sistemática das melhores evidências disponíveis no momento pode fornecer orientações provisórias. Embora a evidência direta seja limitada, o uso de máscaras faciais, em particular N95 ou respiradores similares em serviços de saúde e de máscaras cirúrgicas ou similares na comunidade pode ser indicada, a depender de fatores contextuais. Além disso, a proteção ocular pode fornecer benefícios adicionais.


Estudos mundiais colaborativos e bem conduzidos, incluindo ensaios clínicos randomizados, de diferentes estratégias de proteção pessoal são necessários, independentemente dos desafios, mas este estudo procurou descrever as melhores evidências disponíveis atualmente pode ser considerada para fornecer orientações provisórias.

A pesquisa “Distanciamento Físico, máscaras faciais e proteção ocular para prevenir a transmissão de SARS-CoV-2 de pessoa a pessoa e COVID-19: Uma revisão sistemática e metanalística” teve financiamento da Organização Mundial da Saúde e está disponível aqui em nosso site, na íntegra, em de Central de de Conteúdos / Artigos Cientìfcos


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