Asma na infância: como cuidar do seu filho

01/10/2020 / por Fundação ProAr

Doença respiratória que atormenta os pais e crianças pode ser controlada se o diagnóstico e o tratamento estiverem corretos

Crise de asma em criança geralmente é motivo de preocupação em dobro na família. De um lado, a falta de ar e dificuldade de respirar podem acometer os pequenos sem que a doença tenha sido identificada; do outro,  pais angustiados muitas vezes sem saber como lidar com o quadro literalmente sufocante. De difícil diagnóstico e sem cura, a asma na infância pode ser tratada sem grandes dificuldades, desde que os cuidados médicos sejam observados.     


Um levantamento do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC)  estimou a prevalência de asma em  20% das crianças e adolescentes do Brasil. No ranking mundial do 'chiado', ocupamos a oitava posição entre os países com maior incidência nessa faixa etária. 


'Chiado' é sinal de asma?


Um dos segredos para evitar problemas respiratórios no futuro é estabelecer uma parceria sólida entre médico e a família. De acordo com Dr. Paulo Camargos, vice-presidente e Relações Públicas da Fundação ProAR, essa proximidade será decisiva para diagnosticar a doença. "Nós, médicos, costumamos dizer que nem tudo que chia é asma. Existem várias doenças nos primeiros cinco anos de vida que desencadeiam chiadeira ou chiado. Cabe à família encarar com seriedade a asma da criança porque a asma mal tratada na infância pode ter repercussões sérias na vida adulta". 


'Bombinhas' funcionam?


Uma vez diagnosticada a asma, será a vez de outra etapa igualmente determinante: o tratamento com o uso correto dos medicamentos prescritos. "É sempre difícil o uso dos dispositivos inalatórios - as chamadas “bombinhas” - e dos espaçadores pelas crianças, mas é o melhor tratamento. Trata-se de uma escolha mundialmente reconhecida e cientificamente comprovada", endossa Camargos.     


Além do diagnóstico e tratamento adequados,  o controle ambiental completa o conjunto de medidas necessárias. É quando o cenário que rodeia o pequeno paciente deve ser levado em conta. Expulsar o cigarro de casa é o primeiro desafio, pois a criança não deve ficar próxima a alguém que fuma. Se o paciente com asma for um adolescente fumante, o tabagismo deve ser riscado do mapa familiar. 


Alguns hábitos domésticos devem virar rotina, como realizar limpeza com pano úmido para não levantar poeira, além de inspecionar paredes e guarda-roupas em busca de infiltração ou  mofo. É bom lembrar que, mesmo com a medicação certa, as crises podem dar as caras sem que esses cuidados sejam tomados. 


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