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    Cloroquina, hidroxicloroquina e Covid-19: o que sabemos até agora

    29/04/2020 / por Fundação ProAr

    Fala de líderes políticos incentivam o uso de hidroxicloroquina sem comprovação científica e estimulam a automedicação

    Desde o aparecimento dos primeiros casos de Coronavírus, em 2019, na China, o grande empenho dos cientistas está sendo a busca pela cura. Com cerca de 2 milhões de casos pelo mundo e mais de 130 mil mortes, segundo osdados da Universidade Johns Hopkins(EUA), a pressão e a precipitação, entretanto, estão colocando em risco algumas pesquisas e a vida de pacientes infectados. 

    Como a criação de uma vacina e o desenvolvimento de um novo medicamento são projetos a longo prazo, drogas já existentes, principalmente antivirais, estão sendo testadas.Entre elas, a hidroxicloroquina ganhou destaque, não necessariamente pela sua eficácia, mas por ser evocada por líderes políticos. Os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil, estão incentivando o uso e, por aqui, o Ministério da Saúde autorizou o tratamento com hidroxicloroquina para pacientes graves de Covid-19.

     

    Cloroquina e hidroxicloroquina  

    A cloroquina e a hidroxicloroquina são medicamentos utilizados, principalmente, em casos de malária, lúpus e artrite reumatóide. São seguros, popularmente conhecidos e eficazes em bloquear a entrada do vírus nas células. Por sua boa performance como antimalárico, é uma droga amplamente testada para doenças como dengue e chikungunya, porém com resultados comprovados apenas na testagem in vitro, ou seja, em laboratório. 

    Sua entrada no debate do Covid-19 aconteceu depois de um estudo realizado pelo médico francês Didier Raoult. Em seu ensaio clínico, o especialista administrou hidroxicloroquina combinada ao uso de azitromicina durante 10 dias em um pequeno grupo de pacientes, afirmando uma diminuição da carga viral e colonização das vias aéreas inferiores.

    O resultado dividiu a comunidade científica. Enquanto alguns acharam a pesquisa promissora, outros criticaram por não seguir o protocolo, já que foi feita em um grupo amostral pequeno, não randomizado (onde alguns tomam o medicamento e outros placebo), com acompanhamento a curto prazo e sem benefícios clínicos comprovados. 


    Os efeitos colaterais da hidroxicloroquina

    Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, a ampla divulgação do uso da hidroxicloroquina no tratamento do Covid-19, mesmo sem a comprovação científica, causa o aumento da automedicação e, consequentemente, todos os riscos que isso gera.

    Além disso, a cloroquina e hidroxicloroquina têm efeitos colaterais cardíacos, podendo causar arritmia e parada cardíaca. Pacientes cardíacos são considerados grupo de risco do Covid-19 e a própria doença pode atingir o coração, o que sugere que uso do medicamento sem o acompanhamento médico rigoroso pode se tornar um risco.  

    Ainda segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, até o momento o seu uso não deve ser prescrito de maneira generalizada e indiscriminada, principalmente em casos leves.O artigo da associação pode ser lido aqui.   

    
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