Câncer de pulmão: detectando precocemente

07/12/2020 / por Fundação ProAr

Saiba como um exame pode rastrear o câncer de pulmão e reduzir em até 20% o número de mortes em pessoas com alto risco

O câncer de pulmão é o segundo mais comum entre os brasileiros e o primeiro em todo o mundo. Só que apenas 16% dos casos são descobertos no estágio inicial, quando as chances de sobrevida em cinco anos chegam a 56%. Considerando os diagnósticos em todos os estágios, essa taxa de sobrevida cai para 18%, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

A grande armadilha no tratamento do câncer de pulmão é que os sintomas geralmente aparecem na fase mais avançada. É quando surgem as tosses - que podem ser acompanhadas por catarro com sangue -, cansaço, falta de ar, perda de peso e, em alguns casos, infecção pulmonar de repetição.  

A estratégia que vem ampliando a expectativa de vida em pacientes é antecipar o diagnóstico nos grupos com maior risco. “A melhor forma de diagnosticar a doença precocemente é por meio de um exame de imagem (tomografia) antes que os sintomas apareçam, em programas de rastreamento da doença”, endossa Dr. Ricardo Sales dos Santos, cirurgião torácico do Hospital Israelita Albert Einstein. 

E a prioridade absoluta na fila do exame é daqueles acima de 50 anos que fumam ou já fumaram uma quantidade grande de cigarros ao longo da vida. Pessoas com histórico familiar de câncer de pulmão e que fumam ou já fumaram também podem realizar o exame após indicação do médico. 

Tomografia pode ser decisiva

Vários estudos demonstram que a Tomografia Computadorizada de Tórax de Baixa Dose de Radiação (TCBD) é capaz de detectar nódulos e tumores pulmonares na fase inicial. Após oito anos monitorando casos, o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI) contabilizou a redução de 20% no número de mortes com o uso da TCBD para rastreamento em indivíduos com alto risco. A queda de óbitos foi constatada após comparação com os resultados em pacientes submetidos a radiografia de tórax. 

Cigarro é inimigo da prevenção

Assim como acontece em muitas doenças respiratórias, o câncer de pulmão também é diretamente influenciado pelo cigarro. Afinal, cerca de 85% dos diagnósticos estão associados ao consumo de derivados de tabaco. “A maioria dos casos de câncer de pulmão ocorre em indivíduos com história de tabagismo, mas o risco diminui em qualquer idade a partir da cessação do hábito de fumar”, aconselha Dr. Ricardo Sales dos Santos. 

Outros fatores de risco passam pela exposição a agentes químicos encontrados principalmente no ambiente de trabalho. Nesses casos, a melhor medida de prevenção é o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).


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